A necessidade de transformar a percepção da sociedade brasileira sobre o plástico – sua relevância e utilidade no conforto e na praticidade da vida moderna – e a conseqüente valorização de toda cadeia produtiva foram os fatores impulsionadores para a criação do programa Sustenplást – RS Plástico com Inteligência. Por muitos anos e sem qualquer tipo de reação, os plásticos foram focos de ataques por parte de ambientalistas e representantes da sociedade como artefatos poluidores, quando na verdade é um material inerte e atóxico. A desinformação da comunidade e principalmente da mídia, que por muito tempo, divulgou imagens negativas e distorcidas – já que o aparece e flutua na água é o plástico – também contribuíram para uma mudança recente de atitude por parte da indústria. A forte campanha midiática contra as “sacolinhas” foi a gota d´água.
A idéia do programa surgiu de forma tímida no âmbito do Sinplast (Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Estado do Rio Grande do Sul) em meados de 2007. Denominado Programa Sinplast de Consciência Ecológica e Sustentabilidade, seu objetivo inicial era informar sobre a utilidade do plástico no dia-a-dia das pessoas. Naquele ano, o Sindicato publicou um encarte informativo em edição dominical dos principais veículos impressos do Rio Grande do Sul.
O assunto começou a ser comentado. No verão seguinte, entre os meses de dezembro de 2008 e março de 2009, mensagens não só sobre a utilidade, mas também sobre a total reciclabilidade do plástico e a importância de seu descarte correto alertaram os veranistas que freqüentavam a Estrada do Mar, no Litoral Norte do Estado. Sete frontlights foram instalados nos dois sentidos da rodovia – fato que despertou inclusive comentários espontâneos da imprensa gaúcha.
No âmbito do Sinplast, o programa ganhou força em 2009 com a criação de um comitê próprio, que trabalharia em inúmeras ações orientadas em três principais pilares que visam a sustentabilidade:
- A utilidade: é tangível, mas não é sentido;
- O descarte adequado: com participação do governo e mídia;
- A reciclabilidade: é totalmente reaproveitável.
O grupo, formado na gestão 2006-2009 do Sindicato presidido pelo industrial Alfredo Schmitt, é coordenado pelo vice-presidente administrativo do Sinplast, Júlio Cezar Roedel, e conta com a coordenação técnica do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense (IFSul), campus Sapucaia do Sul. Em abril de 2009, o programa ganhou o nome e a logotipia “Sustenplást – RS Plástico com Inteligência” e foi estruturado de modo a trabalhar a cultura e a percepção da opinião pública, objetivando tirar dos artefatos plásticos a imagem de grande vilão poluidor.
Em maio de 2009, o gaúcho Sustenplást ganhou abrangência nacional. O programa foi lançado oficialmente na 12ª Feira Internacional da Indústria do Plástico – a BrasilPlast 2009 – em evento que reuniu empresários do setor de todo o Brasil, assim como representantes de entidades do plástico e da imprensa especializada. Em prol da valorização da cadeia produtiva, o programa pretende esclarecer, sempre de forma correta, técnica e inovadora, sobre todas a etapas do ciclo do plástico: uso – descarte – coleta – reciclagem e/ou aproveitamento energético.
De forma própria e condizente com seus objetivos, o Sustenplást vem ganhando repercussão junto à cadeia industrial, à sociedade gaúcha e brasileira e à imprensa. Com essa atitude e reação da classe empresarial, espera-se do programa, entre outros pontos, uma mudança significativa de percepção da indústria do plástico; uma contribuição para a educação e cultura das comunidades; o incentivo à cooperação e parcerias e à criação de arranjos produtivos locais; assim como a provocação à pesquisa de novas tecnologias, reciclagem e revalorização economicamente viáveis.
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